Victoria Siqueira
Postou isso dia 08.07.2009 em Dicas

Essa é pra você CÓlega (sic) blogueiro e publicitário assim como eu!

No dia 8 de agosto vai rolar em Sampa o Encontro Blogueiros Publicitários 2009, um evento que se tornou referência depois do sucesso da primeira edição, realizada em junho ano passado, reunindo cerca de 150 profissionais e estudantes na Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM).

Este ano o evento será realizado na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) e contará com grandes nomes da comunicação e do mundo publicitário. Dentre as
presenças já confirmadas está a de Marcelo Tas. Além disso, o Yahoo realizará o lançamento do Big Idea Chair 2009 no evento. Loosho, poder e glamour Brasil!

Para conferir o cronograma completo do evento e já garantir sua inscrição, acesse: www.ebp2009.com.br

E posso dar uma dica? #CORRÃO porque tá quase esgotando as vagas!

 
Victoria Siqueira
Postou isso dia 25.06.2009 em Dicas, Incrível, Internet, Lista

Depois que eu  (miguxa pride) saí na Capricho dando dicas de como bombar seu blog, brotaram 29329303404 e-mails e comentários pedindo dicas de como aumentar visitas e cativar os leitores. Como lá vai fugir do tema principal do blog, resolvi compartilhar com vocês queridos leitores do Link Ninja os principais pontos para ter um blog-bomba.

Para começo de conversa, não existe uma formula mágica e por isso, não leia isso achando que você amanhã terá 238394940450 pagesviews. Bombar um blog/site é um processo longo, cada passo de uma vez e 99% das vezes, por conta de quem escreve. Vamos considerar as coisas também baseadas em números: no Brasil são estimados mais ou menos (pasmem!) 1 milhão de blogs existentes (isso não significa atualizados) e desses, apenas 5% mantem uma frequência de postagem. E desses 5%, imaginem quantos realmente bombam?

Para facilitar a compreensão de vocês, resolvi organizar este post por meio de tópicos. Vamos a eles?

Vou começar um blog e pensei em colocar link karatekid … opaopaopa! O nome deve retratar alguma coisa que o leitor vá encontrar no seu blog. Não adianta pegar nomes de blogs famosos  (é incontável a quantidade de Justsfulanas que apareceram depois do Just Lia, dos milhares de Places que surgiram depois do Evelyn’s Place e nos vários andos que surgiram depois do Borboletando). Não estou implicando por uma suposta inspiração de nome, mas acho que o fato de vc “se inspirar” em algo que já existe pode queimar seu filme e afastar alguns visitantes que tenham essa visão. Porque não um nome criativo e realmente diferente que desperte a curiosidade das pessoas e as levem a clicar?

E o layout? Sabe, adorei o da fulana … NÃO de novo e com força. Faça um layout que tenha a ver com você e com seu blog. Antes um layout padrão do sistema de postagem que você usa do que algum mega colorido, cheio de coisas piscantes ou ainda copiado de algum blogueiro famoso. E vale lembrar de evitar colocar midis (aka músicas de fundo), gifs piscantes, muitas informações, muitos posts na página principal … conhece a lei do menos é mais? É mega válida pra isso.

Miss/Mister Simpatia: é o tipo de coisa que eu nem preciso falar, mas não custa dar aquela refrescada. Ser simpático, atencioso e prestativo faz com que seus visitantes voltem e até repassem seu. Sabe aquela história que ás vezes vale muito mais carisma do que beleza? Pois é. O blog não pode ter um layout espetacular, mas se o blogueiro for querido com certeza ele cativará seus leitores.

Você já foi mais humilde, bem mais humilde: tem blogueiro que ganha espaço, faz sucesso e de repente, perde a popularidade por culpa do EGO. Já muitas blogueiras que eram querídissimas e quando o sucesso subiu a cabeça, passaram a serem estúpidas com seus leitores.  Claro que ninguém nesse mundo vive 24hrs, 365 dias no ano de bom humor, mas isso não impede você de continuar mantendo os 2 pézinhos no chão.

Foco no conteúdo: boa parte dos blogs que fazem sucesso fecharam seu conteúdo e dentro disso, criaram diferenciais. Sabe aquela história do feijão com arroz e de repente veio o bife a milanesa e depois a batata frita? Então, é o que fizeram esses blogs. Não adianta fazer um blog sobre cultura pop engraçadinho como o Papel Pop se você for fazer tudo chupinhado do Phê ou ainda, fazer piadinhas se você é um completo looser na arte humorística. Não adianta fazer um blog sobre beleza como o 2beauty se você não sabe nem se maquiar. Minha sugestão é que você busque um assunto que você se interesse e se sinta a vontade para falar. Não entre na idéia de  “ah agora a onda é ter um blog sobre moda então vou abrir um” porque é FURADA. As pessoas querem saber o que você tem de diferente de outra pessoa e não o que ela pode encontrar em trilhões de blogs por aí.

Faça Blogginworks: saia comentando nos blogs que você considere interessantes e que tenham a ver com o que você gosta. Numa dessas, o blogueiro clica no teu blog, curte o conteudo e indica você por meio de posts, trocas de links e afins. Meu caso por exemplo, considero a Lia minha madrinha na blogosfera /chora.

Comentários Construtivos: PELOAMORDEDEUS nunca, mas NUNCA comente “Oi gostei do seu blog, passa no meu, beijinhos” porque fica NÍTIDO que você não leu absolutamente nada  e no fundo você só quer que a pessoa seja mais um clicando no seu blog. Antes fazer um bom comentário do que fazer 10 ctrl c + ctrl v blogs em diferentes.

Use e abuse abuse dos Microbloggins: quando eu comecei a blogar, não existia NADA de Twitter, Plurk, Meme nem nada do gênero MAS percebi que depois que comecei a usar essas ferramentas, o número de cliques vindos dessas páginas correspondem a “marromeno” 20% do tráfego gerado no Borboletando, portanto se funciona pra mim, funciona pra vocês também. Mas use essas redes não só como “oi atualizei, passa lá”: interaja com seus potenciais leitores, dê replys, tenha um bom relacionamento com eles. Se você for atencisoso ele pode até não gostar do tema que você aborda no blog, mas as chances dele visitar, comentar e até ser um leitor fiel são grandes.

O que o povo gosta: ouça, digo leia as sugestões dos seus leitores e se for possível, atenda. O foco do Borboletando é moda, beleza e comportamento feminino porque o público que lê ele é formado por meninas de 15 a 25 anos que buscam essas informações, MAS como eu citei no item acima sempre tem potenciais leitores que apesar de não se identificarem com o assunto, leem e sempre tem uma sugestão na ponta da lingua. No meu caso, há algum tempo venho recebendo e-mails e comentários de meninos (pasmem!) pedindo para que eu falasse mais sobre moda masculina e que cuidados eles podem ter com a beleza e por esse motivo, já venho pesquisando e entrevistando alguns meninos para montar essa série de posts.

Sua vida não me interessa: foi-se o tempo que o blog era diário virtual e você contava sobre o gatchenho que vc trocava olhares na escola e os foras que ele te dava. Hoje o blog é uma ferramenta poderosa de comunicação e tão influente que se tornou um dos braços mais importantes da Social Media, portanto não a desperdice. Você pode sim fazer abordagens pessoais, mas fale sobre coisas relevantes. Sabe aquele produto que você comprou e gostou? Sobre um filme que você assistiu e adorou? A música que não te sai da cabeça? Uma festa que você foi e quer ir de novo? Use e abuse dessas “dicas pessoais”.

Arrasa no Pasquale: evite usar linguagem de internet o tempo todo. Escrever uma ou outra palavra com uma grafia diferente, usar uma gíria e afins é válido, mas evite fazer 90% do post lotados de gírias, abreviações de internet e MoNtAnHaAhHhH rUxXaHhAh mIgUxAaAh. Tio Pasquale e seus leitores agradecem.

As dicas foram dadas, agora é só arrasar na jogacionês =D

 
Victoria Siqueira
Postou isso dia 22.06.2009 em Internet

Como blogueira, vira e mexe recebo um mimo das empresas: salgadinhos, produtos para cabelo, desodorantes, perfumes, meias e livros foram apenas alguns dos presentinhos que eu já recebi … só que junto com eles, vem a pergunta dos meus leitores e seguidores do Twitter: porque você recebe isso e eu não?

A resposta para essa pergunta tem nome e sobrenome:  Social Media.

Assim como as pessoas que me questionam, muitas não conhecem e nem fazem idéia de como funciona. Para quem vê de fora, tudo aparentemente é bem simples: basta ter um blog, um twitter e pronto, vai passar a ganhar os tais presentes -mas não é tão fácil assim. A Social Media na verdade é um novo canal de comunicação em massa, assim como a televisão, jornais e revistas, porém, numa proporção muito maior em termos de extensão se pararmos para pensar em quantidade de sites e redes. E assim como nas mídias  “convencionais”, você deve ter um número grande de pessoas para atingir.

A grande vantagem deste tipo de publicidade é atingir  um determinado público alvo. Quer um exemplo? Divulgação de lançamento de um  item de maquiagem em um blog de beleza com um cerca de 5 mil visualizações no dia -  as chances de pelo menos 30% dessas meninas procurarem o produto são enormes. Dessas, uma boa parte ainda repassaram a notícia para frente, influenciando outras amigas a experimentarem o produto.

Mas não pensem que este tipo de publicidade vive só de rosas: reclamações e críticas negativas também fazem parte deste universo, e as chances dela se espalharem e tomarem uma proporção estrondosa na web são bem grandes quando mal planejadas.

Em resumo, podemos dizer que a Social Media é uma versão 2.o do famoso boca-a-boca e cabe a agência responsável convidar formadores de opinião com grande influência perante aos seus leitores e seguidores para criar a melhor imagem dos seus produtos.

 
Marcio Lima
Postou isso dia 11.06.2009 em Brasil, Internet

chataSou brasileiro e por isso não gosto de falar mal do meu povo. Vocês jamais vão me ouvir dizer que somos uma praga virtual como dizem.

Todavia, não posso deixar de compartilhar o meu estranhamento diante do comportamento de alguns usuários e leitores de blogs, além de sites como o Orkut, Facebook e Twitter. Hoje, creio eu, podemos nos encaixar na categoria de cri-cri virtuais, ou seja, somos chatos e nos comportamos de maneira estranha.

Faça um teste: escolha um serviço qualquer e adicione 20 contatos, sendo 10 do Brasil e 10 de um país qualquer. Os estrangeiros vão estranhar, porém, vão aceitar o seu convite.

Tentarão transpor a barreira do “hi”, saber um pouco de você usando um tradutor de web do inglês para o espanhol, entender sua origem e, se a coisa for complicada, nunca mais vão falar contigo, mas você deverá permanecer lá na rede de contatos do gringo até que você decida excluí-lo.

Agora os brasileiros não demonstram tanta cordialidade e paciência.

Não adiciono desconhecidos

Afinidades. Este é o critério usado comumente nas redes sociais para buscar novos contatos, mas isso quase não funciona nas bandas de cá. A palavra “amigo” é tão levada ao pé da letra por nós que fica difícil puxar um assunto.

É muito comum ver em perfis os dizeres “só adiciono conhecidos”, mas pense bem: o que seria das redes sociais se os círculos de amizade fossem tão restritos? Já vivemos em um período em que as coisas eram mais limitadas e hoje não usufruímos do potencial da ferramenta. Por isso, deixamos de conhecer pessoas que poderiam nos acrescentar algo, revolucionar nossas idéias e apresentar novidades que muito dos nossos amigos nem sabem.

Você me conhece de onde?

Esse é um questionamento muito comum entre os brasileiros. Antes de aceitar qualquer convite eles fazem essa celebre pergunta e se a resposta for negativa há um grande risco do convite ser declinado.

Em primeiro lugar, acho uma maneira deselegante de tratar uma pessoa. Os cumprimentos rotineiros podem ser usados perfeitamente na internet. É recomendável também uma leitura do perfil de quem está te convidando porque lá é muito provável que você encontre informações que podem sanar sua dúvida com relação ao rosto desconhecido no avatar.

E não, não se justifica tratar mal a pessoa pelo fato de não ter se apresentado antes. Digo isso porque muitas vezes com uma boa apresentação ou não a recusa é quase certa.

Veja bem, fiz o teste e adicionei pessoas no Orkut com a seguinte apresentação: Olá, meu nome é Márcio Lima, sou de São Paulo e tenho interesse de aumentar minha rede de contatos.

O resultado dessa experiência foi o meu perfil com a função de adicionar contatos desativada por dias porque certamente me denunciaram como spam.

O mais embaraçoso é maneira que as pessoas encaram o recurso de “últimos visitantes no Orkut”. Se o seu nome aparecer no perfil de algum desconhecido a chance de você ser indagado sobre a visita é grande. A paranóia dos que se sentem invadidos é tão grande que leva as pessoas a atitudes grosseiras e lavagens de roupa suja por mensagens.

Pura ignorância, me permitam observar, porque todos os perfis são públicos em uma rede social e se alguém esteve em seu perfil é porque de alguma maneira você chamou a atenção. De onde eu venho chamar a atenção é algo muito positivo.

Sem comentários ou cem comentários?

O que vejo em alguns blogs é ainda pior. Alguns leitores estão pouco interessados em ler o conteúdo do post, mas sim em entrar no raking dos 10 primeiros comentários. É muito comum ver um material que acabou de entrar no ar com feedback como “primeiro” ou “fui o segundo”.

Acho que esse tipo de coisa não faz o menor sentido e não estou dizendo isso porque me falta o humor, mas sim porque o que falta é o conteúdo, uma reflexão na hora dizer algo consistente com relação a um artigo que levou tempo para ser redigido.

Nada além do que é meu é mais importante

Navego muito por sites como Reddit e Digg e observo que as pessoas indicam e votam os materiais porque são realmente bons. Os brasileiros, ao contrário, divulgam seu próprio material e nada além. Querem ser o mais lido, o mais votado, mas sequer lêem o post do colega de web e não se dão o trabalho de votar.

Quando votam fazem esperando uma retribuição como se a questão se trata-se de um imenso favor, e muitas vezes fazem isso sem ler. Quando comentam tratam logo de abordar assuntos como parcerias sendo que é de bom tom tratar disso por meio de email ou formulário de contato apropriado.

Blogueiros x Diretórios de Blog

Para o blogueiro brasileiro a função do diretório de blogs é encaminhar uma boa audiência, aumentar o tráfego e aumentar o pagerank. O pensamento está correto, é adequado porque estamos falando mesmo de uma ferramenta de divulgação, entretanto, a web não é uma via de mão única e saliente-se que trabalho colaborativo garante bons resultados.

Vamos tomar o Digg como exemplo. Trata-se de um dos maiores diretórios de blogs e artigos, mas não há um só blog que não utilize suas ferramentas. Me corrijam se meu pensamento estiver incorreto, mas o fluxo de internautas que vão dos blogs para o diretório é novamente redistribuído, garantindo assim um funcionamento realmente orgânico para a ferramenta, revertendo assim em uma boa visitação para ambos os lados.

Muitos dizem que ainda não surgiu um site semelhante ao do Kevin Rose por essas bandas, mas até que ponto a blogosfera brasileira tem interesse e está preparada para tal advento?

Twitter, o chat do UOL e a fogueira das vaidades

Conheço o Twitter desde 2007 e nos primórdios o microblog se tornou jardim de alguns blogueiros. Eles se enalteciam mutuamente por meio de post com raking de  número de seguidores.

Hoje a cena é outra graças as celebridades dos meios de comunicação, responsáveis pelo aumento da comunidade brasileira no twitter,  e anônimos que conseguem fazer um “barulho”de qualidade. Ainda não sei se essa mudança de cenário é boa ou ruim para a rede, mas algumas situações inusitadas se tornaram comuns.

“Ninguém fala comigo” é a reclamação mais comum entre os novos adeptos e, para quebrar o gelo, tentam as velhas técnicas populares em salas de bate papo. O resultado disso é um TC de onde entre um RT ou outro.

Mas isso nem é o pior, não estou reclamado, só acho estranho e engraçado ao mesmo tempo. O ruim mesmo são as pessoas buscando serem notadas pelas celebridades, a rixa entre os twiteiros emergentes e os matutos que não suportam dividir a atenção da audiência. Isso sem contar o português ruim e a falta de bom senso que se transformam em declarações desagradáveis.

Para concluir…

Exagerado ou não é assim que enxergo o brasileiro na web. Não estou generalizando, longe de mim fazer tal exercício, mas acredito que boa parte das pessoas já se depararam com alguma situação semelhante a todas descritas neste artigo.

Acho impossível que este quadro mude, não vamos nos tornar mais gentis, interessados e dispostos a interagir de uma maneira apropriada, mas vale a pena refletir um pouco sobre nossa conduta e, de quebra, rir um pouco do que nos tornamos. Chatos ou não estamos na web. Paciência…

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